quarta-feira, 2 de março de 2011

Deus nos livre de um Brasil evangélico


por Ricardo Gondim

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.


Soli Deo Gloria
7-02-11


Esse texto em seu contexto original:

http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&sg=0&id=2400

terça-feira, 1 de março de 2011

QUANDO AS MÁSCARAS CAEM

Uma vez por ano elas submergem – pessoas modernas – no anonimato das máscaras sem nome. Uma vez por ano elas querem gozar como desconhecidas, aquilo que a vida oferece. Uma vez por ano elas se livram das amarras da responsabilidade, das preocupações e da autodisciplina. Mas como passam rapidamente os dias de divertimento sem controle! A toda bebedeira segue uma ressaca; todos que usam máscaras serão desmascarados.

Existe alguém que não se deixa enganar pela tua fantasia, - Alguém diante de cujos olhos de fogo não existem pessoas atrás das máscaras. Os olhos do Deus vivo e santo vêem todas as coisas. Eles te seguem sempre e em todos os lugares! Na Bíblia está escrito:

“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando levanto... Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos... Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também... Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te são escuras: as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” (Salmo 139).

Também na balbúrdia do carnaval, os olhos de Deus te observam. Mesmo que submirjas, mesmo que nenhuma pessoa te identifique – Deus te reconhece! Ele sabe a respeito de tudo que fazes. Diante dele, têm que cair todas as máscaras! Permite-me perguntar-te: como ficas depois da folia do carnaval? Seja sincero, não te iludas! Não é assim: teu coração está vazio, ficas mal-humorado, tu te sentes miserável. A vida ficou monótona e vazia. Restou somente um gosto amargo. O tempo do carnaval veio a ti em vestes de alegria, mas sempre lhe seguem vultos vestidos de preto. Trata-se das aflições, das dores de consciência, do sofrimento e do desespero.

Feliz de ti se capitulares hoje diante de Deus! Feliz de ti, se cair tua máscara! Pois Deus te faz uma oferta. Se quiseres, ainda hoje ele te dará alegria pura e verdadeira, que não tem nada em comum com a alegria “mascarada”. Trata-se de uma alegria que poderás levar para tua vida diária.

Tu te sentes sujo e manchado pelo pecado? Está o teu coração decepcionado e vazio? Então vem a Jesus Cristo, o Filho de Deus. A Bíblia diz:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16) – “...o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7). – Deus diz: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a núvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Isaías 44.22). Virá o dia em que todas as pessoas do mundo terão que comparecer ao juízo de Deus: “...para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2.10-11).

Esse será o dia em que o Deus santo arrancará dos rostos dos homens as máscaras da justiça própria, do orgulho e da altivez. De que maneira terrível aparecerá então a pecaminosidade e pobreza de uma vida desperdiçada! Por isso, deixa desmascarar-te hoje por Deus. Aceita a graça de Deus, que te é oferecida em Jesus Cristo. Hoje ele quer ser teu Salvador, amanhã talvez já seja teu Juíz! Aceita na fé o perdão dos pecados através do sangue de Jesus Cristo. Inicia hoje uma nova vida com teu Deus, uma vida de que não te precisarás envergonhar na Eternidade! (Y. M. - http://www.ajesus.com.br)

Esse texto em seu contexto original: http://www.ajesus.com.br/mensagens/mascaras.html


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

RUDE CRUZ

Tremendamente preocupada com o avanço da apostasia, principalmente dentro das igrejas ditas “avivadas”, e desejando “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3), fico atenta às pessoas com quem me relaciono na Internet, muitas delas apresentando teorias estranhas, sem qualquer respaldo bíblico. Infelizmente, são poucos os que se detêm na rude cruz de Cristo, preferindo pregar um evangelho triunfalista, quase açucarado, o qual satisfaz o EGO dos ouvintes.

A Bíblia torna meridianamente claro que a cruz de Cristo é o coração da mensagem para os incrédulos e também para os nascidos de novo, pois nela encontramos refúgio aos desatinos deste mundo perverso e vencemos as obras da carne e do diabo. Cristo ordenou que tomássemos a nossa cruz e O seguíssemos. Esta não é uma opção, mas uma obrigação.

Na cruz, existe mais profundidade em sabedoria do que em todas as bibliotecas do mundo. O Apóstolo Paulo diz, na 1 Coríntios 2:2: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”. Isto caracterizou a pregação e estilo de vida do maior apóstolo de Cristo e sua pregação transtornou o mundo pagão de sua época (Atos 17:6). Ele também diz: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”. (1 Coríntios 1:18).

Um dos maiores problemas hoje observado, nos púlpitos cristãos, é a mania de reinterpretar a Palavra de Deus, a fim de modernizá-la, adaptando-a ao contexto atual. Um dos maiores responsáveis por esse desvio é o Pr. Rick Warren, através da sua Igreja Saddleback, com milhares de membros, e dos seus livros “Com Propósito”, vendidos aos milhões, no mundo inteiro. Ocupando um alto cargo dentro da UNESCO, Warren revitaliza o seu famoso “Plano Global”, tentando reunir todas as religiões em uma única religião mundial, a qual, obviamente, será a religião da Nova Era, ou seja, a do Anticristo.

A união das religiões do mundo até pode trazer a (falsa) paz mundial, mas nunca a vida eterna, pois esta somente é conseguida através de uma PESSOA (Jesus Cristo) e não de uma religião criada por homens pecadores e corruptos. Somente obedecendo as palavras de Jesus Cristo, pelas quais seremos todos julgados (João 12:48), é que poderemos viver, eternamente, na beleza de Sua augusta presença. Somente o Evangelho de Cristo tem o poder de transformar o homem que O aceita (Romanos 1:16), por ter sido assinado com o sangue mais precioso do universo.

Certa vez, um homem que fora condenado à morte por causa dos seus hediondos crimes, recebeu esta notícia: “Você está livre porque outro homem vai morrer em seu lugar”. Este criminoso chamado Barrabás fora substituído pelo Homem mais santo que já existiu no mundo - o Senhor Jesus Cristo. Barrabás seria o primeiro homem a dizer, literalmente: “Jesus morreu por mim”. Contudo, Barrabás não foi salvo da morte eterna, porque não reconheceu a divindade de Cristo. É provável que ele tenha voltado à sua pregressa vida criminosa, visto como não se tornou uma “nova criatura”, nem se conscientizou da inocência de Cristo, como o ladrão que foi crucificado ao Seu lado.

Conheço pessoas que, após escutarem o Evangelho, respondem: “Ainda sou jovem. A senhora já é idosa e pode viver somente para Deus. Mas, ainda é cedo para eu entregar minha vida a Cristo e frequentar uma igreja... Preciso aproveitar o tempo, a fim fazer tudo que eu gosto, antes de pensar em me tornar um crente”. Perigosa ilusão! E se a morte chegar mais depressa do que a tempestade, 11/01, em Teresópolis, matando cerca de 1.000 pessoas?

Em Hebreus 10:30-31, lemos: “Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. E mais: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hebreus 2:3). Finalmente temos uma garantia: “E [Cristo] livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2:15). Não é trincando os dentes (como eu fiz ontem à noite, quando encarava um problema), que podemos vencer a tentação. Somos mais que vencedores, quando deixamos morrer o nosso EGO, o qual, infelizmente, está sendo tão exaltado pelos psicólogos seculares e, até mesmo, pelos chamados “psicólogos cristãos”.

Em Romanos 6:11, lemos: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor”. Somente quando estamos mortos em Cristo é que podemos experimentar a Sua vida em nós (Gálatas 2:20). A vida que Ele nos dá está embasada na Sua Ressurreição e só ressuscita quem antes morreu. Jamais poderemos experimentar a alegria da plenitude do Espírito Santo, sem que, antes, tenhamos morrido voluntariamente para o nosso EGO.

Ao contrário das pregações triunfalistas, tão comuns, hoje em dia, nas igrejas “avivadas”, com as pessoas pulando, rebolando e acreditando que toda aquela efusão é fruto do Espírito, devemos obedecer ao mandado de Habacuque 2:20: “O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”, pois o Espírito de Deus é manso, suave e discreto, tendo vindo ao mundo para glorificar o Nome de Cristo e não para ser usado e abusado pelos cristãos vazios do conhecimento bíblico....

Cristo padeceu e morreu na cruz para nos livrar da morte eterna e nos deixou a celebração da Ceia para que recordássemos o Seu sacrifício. Não praticamos a teologia da transubstanciação, nem a da consubstanciação, mas apenas a teologia da “memória”, pois Ele disse para tomarmos o pão e o cálice com estas palavras: “Fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24-c).

Quando meditamos sobre o maior evento de todos os tempos, em todo o universo, o qual aconteceu na rude cruz do Calvário, seguido do sepultamento e ressurreição de Cristo, sentimos uma enorme gratidão por tão grande amor, ali demonstrado por nós. Nesse momento, a rude cruz de madeira (na qual foi pregado o mais santo de todos os homens do mundo - Jesus Cristo) se transforma em brilhante coroa de ouro e pedras preciosas, pela qual Ele trocará a rude cruz de todos os que amam a Sua vinda.

Dave Hunt - "The Preaching of the Cross"

Traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 23/01/2011.

Rick Warren e a Dieta de Daniel



Por que o Pr. Rick Warren continua a se associar e a associar sua igreja com homens e mulheres que se opõem a Deus, rejeitam a Bíblia como a Verdade absoluta e a fé em Jesus Cristo como o ÚNICO meio de salvação?

Há uns cinco anos venho me fazendo estas perguntas sobre um pastor de perfil tão elevado, o qual se vale de qualquer oportunidade para se associar a homens e mulheres não cristãos e, de fato, até os convida para falar no púlpito de sua igreja. Seu último empenho é o chamado “Plano de Daniel”, destinado a ajudar pessoas com excesso de peso a ficarem em boa forma.

Este é, aparentemente, um nobre empenho, até que se verifique que os peritos em Medicina que ele está convidando para a sua igreja são os doutores Mehemet Oz, Daniel Amen e Mark Hyman. O Dr. Oz é o anfitrião do programa de Premiação Emmy e professor de cirurgia na Universidade da Columbia, o qual afirma que é inspirado por Emanuel Swendenborg [cientista, filósofo e místico sueco], fundador da seita que ensina que todas as religiões levam a Deus e nega as crenças cristãs ortodoxas, como a Expiação de Cristo para o pecado, a Trindade e a Divindade do Espírito Santo. O autor bestseller Amen é professor de Psiquiatria na Universidade da Califórnia, em Irvine. Ele ensina Meditação Oriental e pratica a energia Reiki da Nova Era. Hyman é quatro vezes um ator bestseller, no New York Times, e promove a Meditação mística embasada nos princípios budistas.

Por que o pastor cristão de uma igreja cristã convida instrumentos de Satanás, como esses homens, todos mancomunados com as crenças hinduístas, para o púlpito de sua igreja?

A real hipocrisia de Warren é usar homens não cristãos como estes, sob a bandeira de um “Plano de Daniel”. Quem estuda a vida de Daniel só pode verificar que Daniel foi um homem que recusou comprometer a Verdade de Deus. Ele arriscou a própria vida, junto com os três jovens hebreus, Sadraque, Mesaque e Abedenego, para servir a Deus. ELES RECUSARAM COMPROMETER-SE... MESMO QUE ISTO SIGNIFICASSE A MORTE!!!

Minha primeira reação, quando fiquei sabendo disto foi: por que Rick Warren não convidou três médicos cristãos qualificados? Ou será que se trata de um simples golpe de publicidade, para lotar sua igreja, à custa do Evangelho?

Rick Warren já comprovou que não tem problema algum com as pessoas que seguem falsas religiões, seitas e crenças da Nova Era. O que lhe interessa é avançar com o seu Plano Social Global Peace. Embora ele se mostre humilde e desinteressado em dinheiro, não se iludam. O Plano Global Peace de Warren movimenta dinheiro e muito dinheiro! Ele se vangloria de incluir um negócio de 300 milhões de dólares. Ele prefere ficar perto de pessoas com muita riqueza e poder, poder mundial.

A queda livre espiritual desta nação (USA) acontece por causa de líderes como Warren, mais interessados em seus planos do que nos planos de Deus; em suas palavras do que na Palavra de Deus, em massagear o ego das pessoas do que em salvar almas.

Muitas vezes, Warren tem permitido em sua igreja os que negam a Verdade das Escrituras, a fé em Jesus Cristo , dando credibilidade e uma plataforma a pessoas, cujas crenças são totalmente inconsistentes com o Cristianismo Bíblico. Ele tem profanado o altar de sua igreja tantas vezes, permitindo que ímpios apresentem suas pervertidas visões, a tal ponto que sacrificar porcos, ali, todos os domingos, não poderia ser pior.

Alguns anos atrás, durante a Convenção Anual, num final de semana do 04 de julho em Washington, o Pr. Rick Warren fez contato com um grupo muçulmano, o qual tem conexões terroristas. Ele concordou em aparecer na Convenção da Sociedade Islâmica da America do Norte (ISNA) e em tomar parte na sessão principal, para discutir o tema: “Vida, Liberdade e Busca da Felicidade”. A ISNA foi nomeada como co-conspiradora, num caso de terrorismo do Hamas, em 2007.

Em um evento, Warren afirmou para um grupo de muçulmanos: “Vocês não precisam olhar olho no olho, nem andar de mãos dadas”. Observem que Warren é um pastor. Supostamente, ele deveria entregar a mensagem do Evangelho. Afinal, ele não é um político!!!.

O Evangelho de Jesus Cristo não é algo que possa ser diluído ou comprometido. O caso não é ser politicamente correto, visto como almas humanas estão correndo um perigo eterno.

Não existe essa coisa de “andar de mãos dadas” com os muçulmanos! Eles estão caminhando pela porta larga e espaçoso caminho, os quais conduzem à destruição, enquanto nós, os crentes salvos, estamos caminhando pela porta estreita, rumo à glória! Os muçulmanos precisam entender que têm trazido do inferno uma mentira de 1.400 anos e porque eles mentem, suas almas estarão queimando nas chamas infernais, por toda a eternidade, a não ser que abandonem a fé islâmica e abracem a fé em Jesus Cristo e a Verdade da Bíblia!!!

Infelizmente, Warren raramente trata destes assuntos por considerá-los divisores demais. A verdade é que ele tem escolhido assuntos que possam uni-lo à falsa religião e a grupos que tenham negado a Bíblia e a fé em Cristo, a fim de atingir suas ambições globais, deixando de falar contra os assuntos verdadeiros e, desse modo, roubando a alma de nossa nação, como acontece às suas costas.

Amo as pessoas e estou por demais preocupado com o destino de suas almas. Qual é a mensagem atual para vocês? É tão simples: NÃO COMPROMETAM A VERDADE DA BÍBLIA OU A PREGAÇÃO DO EVANGELHO! Não existem palavras mais verdadeiras, nem mensagem mais grandiosa! Os homens aparecem com meios especiais para “fazer igreja”. Contudo, a não ser que eles estejam embasados nas Verdades das Escrituras e no Evangelho do Senhor Jesus Cristo, estes serão exercícios inúteis, não importa quão bem sucedidos sejam, sob a perspectiva do mundo.

A razão pela qual esta nação (USA) está espiritualmente na bancarrota é porque a Verdade da Bíblia tem sido comprometida e o Evangelho diluído. Seus famosos líderes “cristãos” têm se tornado homens de negócios, espertos comerciantes e astutos manipuladores das massas, em vez de terem paixão por salvar almas e o desejo de conduzir esta nação de volta ao Senhor e aos valores bíblicos. Mas, não temam, pois ainda existem pessoas fieis, muitos homens e mulheres que amam ao Senhor, os quais não têm comprometido a Verdade, fazendo parte de um remanescente dos últimos dias.

Minha palavra de hoje para vocês é que nunca dêem atenção ao que outros homens possam dizer, crendo exclusivamente na Palavra de Deus. Ele ama vocês. Ele cuida de vocês. Demonstremos nosso amor por Ele, firmando-nos, cada dia mais, a Seu favor, neste mundo perdido. Que a única associação com os ímpios seja a de pregar-lhes o Evangelho, para salvar almas. A Verdade das Escrituras jamais será bem recebida pelos que rejeitam a Bíblia, embora ela seja a ÚNICA esperança e resposta para este mundo e para cada alma perdida.

Em Seu amor e serviço, seu amigo e irmão em Cristo,

Bill Keller.

Traduzido por Mary Schultze, em 19/01/2011.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Salmo 121.1,2




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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O ANJO DO SENHOR É DEUS, E TAMBÉM O PRÓPRIO SENHOR JESUS


O ANJO DO SENHOR
Tenho lido muita coisa na matéria ANGELOLOGIA da teologia bíblica, mas pouco ou quase nada se fala do ANJO DO SENHOR que aparece exclusivamente no Antigo Testamento. Muitos teólogos brasileiros, profundos conhecedores da Palavra de Deus, preferem calar-se sobre esse assunto. Muitos afirmam tratar-se de um assunto muito polêmico e, portanto, deixam o assunto sem uma conclusão. Na verdade essa polêmica toda em torno deste assunto não passa de frescura, pois para mim, não há polêmica nenhuma, por que quando a Palavra de Deus afirma uma coisa, eu tenho que acatar essa afirmação, mesmo que pareça contradizer outras coisas.

Em minha modesta opinião, acredito que a Palavra de Deus possui argumentos conclusivos para nos mostrar a verdadeira identidade desse Ser que tanto causa controvérsia entre os próprios cristãos. Quero mostrar pela Palavra de Deus que o Anjo do Senhor é o próprio Deus, e além do mais, o próprio Senhor Jesus pré-encarnado, isto é, antes da encarnação.

A Bíblia deixa claro que:

“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” II Co 13.8

Isso deixa claro que não pode haver contradições entre as verdades constantes na Bíblia. Eu entendo que devemos confrontar uma verdade bíblica com outra verdade bíblica, e, caso haja alguma contradição, se eu não conseguir resolver, ou se não houver conformidade entre as verdades expostas, na certa sou eu que não estou conseguindo entender. O problema deve estar sempre comigo e nunca com a Palavra de Deus, que é fiel e digna de toda aceitação.

“...sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso...” Rm 3.4

O ANJO DO SENHOR, segundo a Bíblia

Parece-me que a revelação bíblica acerca do Anjo do Senhor é gradual até chegar a conclusão de que se trata do próprio Deus, e, consequentemente, Cristo. A primeira ocorrência sobre o Anjo do Senhor aparece em Gn 16.7-13. Podemos notar na conversa entre o Anjo do Senhor e Agar que não se trata de um anjo qualquer ou apenas um emissário (mensageiro) do Senhor, mas do próprio Senhor. Em Gn 16.10 mostra o Anjo do Senhor abençoando Agar e em nenhum momento Ele diz algo como “Assim diz o Senhor”. Ele usa o pronome pessoal EU ao falar com Agar:

“Disse-lhe mais o Anjo do Senhor: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.” (grifo meu)

Já no verso 13 Moisés registrou que Agar acreditava tratar-se do próprio Senhor aquEle que falava com ela:

“E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?” (grifo meu)

Bastava esse único versículo para desbancar toda essa confusão em torno do Anjo do Senhor, mas quero usar mais argumentos e mostrar todos os versos disponíveis na Palavra de Deus.

Em Gn 22 relata o acontecimento da prova de Abraão, e mais uma vez podemos notar como o Anjo do Senhor age e fala de uma forma que somente Deus pode fazer.

No verso 11 podemos concluir que quem está dialogando com Abraão é o próprio Anjo do Senhor:

“Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.”

No verso 12 o Anjo do Senhor deixa claro mais uma vez que Ele é Deus, pois se voltarmos ao Gn 22.1 vemos que quem mandou Abraão sacrificar Isaque foi Deus:

“E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.”

No verso 12 o Anjo diz a Abraão que ele não negou Isaque para Ele:

“Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não ME negaste o teu filho, o teu único filho.” (grifo meu)

Aqui podemos ver que o Anjo do Senhor fez uso do pronome pessoal da primeira pessoa do singular ME (eu, me, mim). Se Ele não fosse Deus, Ele usaria o pronome pessoal na terceira pessoa do singular LHE (de ELE) e não ME.

Nos versos 15 ao 18, ao prestarmos a atenção aos detalhes, veremos que trata-se do próprio Deus:

“Então o Anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.” (grifo meu)

Quem bradou do céu foi o Anjo do Senhor (verso 15), o Anjo jurou por Ele mesmo (verso 16) pois, segundo Hb 6.13, Deus não tem ninguém maior por quem jurar, por isso é que o escritor de Hebreus diz que Ele jurou por si mesmo:

“Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo...”

E o Anjo fez a mesma coisa ao jurar por Si mesmo. Os pronomes e os verbos estão todos na primeira pessoa do singular mim, jurei, me, abençoarei, multiplicarei e minha. Por fim, o Anjo do Senhor afirma que Abraão obedeceu à voz dEle (verso 18).

Em Gn 32.24-30 vemos Jacó lutando com o Anjo do Senhor. Embora em Gênesis nada diga tratar-se do Anjo do Senhor, o profeta Oséias (12.4) diz-nos que Jacó havia lutado com o Anjo:

Lutou com o Anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco”. (grifo meu)

Voltando para Gn 32.24-30, no verso 28, o Anjo afirma que Jacó havia lutado com Deus:

“Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.” (grifo meu)

Quando no verso seguinte (29) Jacó pede para que o Anjo diga o Seu Nome, Ele recusa. Isso leva-nos até Juízes 13 que tratarei mais adiante. No verso 30 Jacó afirma que viu Deus face a face ao lutar com o Anjo:

“E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.” (grifo meu)

Quando Jacó está prestes a morrer, em Gn 48, ele começa abençoando os filhos de José. Do verso 15 em diante Jacó começa a sua benção falando de Deus e no verso 16 ele pede que o Anjo do Senhor abençoe seus netos. Se o Anjo do Senhor não fosse Deus, por que Jacó clama pela benção dEle?:

O Anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque, e multipliquem-se como peixes, em multidão, no meio da terra.” (grifo meu)

No chamado de Moisés, em Êxodo 3, no verso 2 diz que quem estava na sarça era o Anjo do Senhor:

E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (grifo meu)

Quando Moisés, no verso 3, falando consigo mesmo, diz que pretendia chegar mais perto para ver por que a sarça não se consumia, Deus, do meio da sarça (verso 4) bradou a Moisés para que não olhasse:

“E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.” (grifo meu)

Agora parece haver um problema, pois no verso 2 diz que era o Anjo do Senhor que estava na sarça, no verso 4 diz que era Deus, logo, como não pode haver contradições nas Escrituras, a conclusão é que o Anjo do Senhor é Deus.

No verso 5 de Êxodo 3, Deus ordena a Moisés que tirasse as sandálias dos pés, porque o lugar onde estava era santo, isto é, sagrado. Uma pequena observação que quero deixar aqui é que o monte Sinai só foi chamado de santo devido ao fato de que o próprio Senhor estava ali, pois, por si só o monte não seria santo, mas a presença do Senhor é que tornava o local santo:

“E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.”

No verso 2 é afirmado que tratava-se do Anjo do Senhor, mas quando começa o diálogo com Moisés, o texto bíblico apresenta o próprio Senhor falando com ele. O texto acima (Êx 3.5) remete-nos até Josué 5.13-15, que, embora não diz claramente tratar-se do próprio Anjo do Senhor. Deixa transparecer que tratava-se do próprio Senhor (confere Josué 6.2 que continuação direta do capítulo 5), pois. Além das semelhanças existentes nos dois relatos, esse Príncipe aceitou a adoração prestada por Josué:

“E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.” (grifo meu)

A aceitação da adoração prestada por Josué já é por si só a mais forte evidência de que se trata do próprio Deus.

Em Juízes 13, outra vez podemos observar, agora mais claramente, que o Anjo do Senhor é Deus, pois aceitou o holocausto oferecido por Manoá:

“Então Manoá levantou-se, e seguiu a sua mulher, e foi àquele homem, e disse-lhe: És tu aquele homem que falou a esta mulher? E disse: Eu sou. Então disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e o serviço do menino? E disse o Anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher guardará ela. De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará. Então Manoá disse ao Anjo do Senhor: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. Porém o Anjo do Senhor disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao Senhor. Porque não sabia Manoá que era o Anjo do Senhor.” (grifo meu)

Quando prestamos mais atenção ao verso 16, podemos ver a expressão “Porque não sabia Manoá que era o Anjo do Senhor”, isto é, o próprio Deus. Isto fica mais claro nos versos 21 e 22 que diz:

E nunca mais apareceu o Anjo do Senhor a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o Anjo do Senhor. E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus. (grifo meu)

Semelhantemente com disse Jacó (Gn 32.30), Manoá também afirmou ter visto o próprio Senhor:

E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.” (grifo meu)

Ver Deus na face do Anjo do Senhor pode ser mais bem compreendido ao analisarmos o que o Senhor Jesus disse a Filipe em João 14.9:

“Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (grifo meu)

O Senhor quis dizer a Filipe que quem olhasse para Ele estava, de fato, contemplando o próprio Deus, e no AT quem olhava para o Anjo do Senhor, semelhantemente, também estava olhando para o próprio Deus:

“E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?” (Gn 16.13 – Agar)

“E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.” (Gn 32.30 – Jacó)

E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.” (Jz 13.22 – Manoá)

Outra coisa que se desprende de Juízes 13.17,18 é que o Anjo do Senhor revela sua verdadeira identidade, isto é, Seu Nome. Quando Manoá pergunta ao Anjo do Senhor qual é o Seu Nome, a resposta dada a Manoá é esclarecedora:

“E disse Manoá ao Anjo do Senhor: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? E o Anjo do Senhor lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é Maravilhoso?”

Aqui o Anjo do Senhor afirma que o Seu Nome é Maravilhoso, e isso nada mais é do que o Nome do Senhor Jesus profetizado pelo profeta Isaías em 9.6:

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (grifo meu)

Esse texto é uma profecia acerca do Messias, isto é, Jesus Cristo, e Isaías profetizou que um dos nomes do Messias seria justamente Maravilhoso, conforme o Anjo do Senhor havia revelado a Manoá. Isso deixa explícito que o Anjo do Senhor é o próprio Cristo antes de sua encarnação (não confundir com reencarnação) conforme relatam os Evangelhos. E para concluir esse pensamento de que o Anjo do Senhor é o Cristo, devemos ir agora até Malaquias 3.1, que diz:

“Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.” (grifo meu)

Esse texto está tratando de uma profecia acerca de João Batista (Marcos 1.2), que precederia o Senhor Jesus. Que é o próprio Senhor Jesus quem está falando em Malaquias 3.1 podemos ver no pronome pessoal mim que aparece no texto. E que também se trata do Anjo do Senhor, pode ser notado na expressão “Mensageiro da Aliança”. Anjo e Mensageiro significam a mesma coisa e ambos vêm do hebraico MALACH. E Mensageiro da Aliança refere-se a aliança feita a Abraão em Gn 22.15-18:

“Então o Anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.”

Por fim, o texto de Malaquias 3.1 deixa transparecer ainda que o povo a quem foi dirigida a mensagem, buscavam (ou esperavam) o Mensageiro (ou Anjo) da Aliança, isto é, o Messias!

No Salmo 34.7 diz que:

O Anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.”

Nesse texto fica explícito um dos atributos exclusivos de Deus que é a Onipresença, pois como o Anjo do Senhor acampará ao redor de todos os que O temem? E mais, o artigo O que vem antes de “temem” refere-se ao Anjo do Senhor. A Palavra do Senhor ensina-nos a temer ao Senhor, e aqui neste Salmo a Palavra de Deus afirma que os que temem ao Anjo do Senhor, serão libertos. Para fazer isso, o Anjo do Senhor só pode ser o Deus Todo-Poderoso.

Conclusão:

Podemos concluir que o Anjo do Senhor é o próprio Deus, e o próprio Senhor Jesus antes de sua vinda como homem. Para se entender melhor como que Cristo existiu antes de sua encarnação, deveremos entrar na matéria da teologia chamada Cristologia, que nos ensina detalhadamente a eternidade de Cristo, isto é, que Jesus já existia antes de todas as coisas, pois Ele é Deus e um dos principais atributos da divindade é justamente a sua Eternidade, mas esse não é o assunto em questão, portanto não será tratado aqui. Achei importante tratar acerca do Anjo do Senhor porque é muito difícil encontrar qualquer artigo acerca disso. Meus muitos livros que tratam acerca da Angelologia (o estudo sobre os anjos) falam pouco ou quase nada a respeito do Anjo do Senhor. Muitas Bíblias de estudos também. Então, acredito que mostrar a verdadeira identidade do Anjo do Senhor possa ajudar alguns irmãos que ainda estão na dúvida. Espero sinceramente que Deus, pelo Seu Espírito, dê cada vez mais conhecimento, sabedoria e compreensão da Sua Palavra àqueles que buscam com o coração sincero conhecer a Verdade que liberta de todo erro.

Douglas Diniz , 18 de janeiro de 2011