segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

A velha frase do "não tem nada a ver" e seus pecados!


Esta frase já é conhecida da maioria, prá não dizer todos os evangélicos. Esta afirmação popularesca tem o intuito resumido de dizer que uma coisa nada tem a ver com outra, um assunto não tem vínculos com outro tipo de assunto. Se você perguntar a uma pessoa: "-Deixar o calçado virado com a sola pra cima faz mal?" Certamente alguém irá responder: "-Isso não tem nada a ver". Pode ser nojento, porque você pisa em todo lugar, mas dizer que "faz mal" pelo simples fato de estar com as solas pra cima, é coisa de supersticioso. Ele age assim até com o calçado novo, sem uso.

Crentes supersticiosos há em todo lugar. São passados todos os dias, boca-a-boca, que, por exemplo, quem não ora antes de comer, peca. Mais ou menos como discriminaram os discípulos ao comer sem lavar as mãos. Eu acho bom orar, mas as vezes esqueço, e oro em pensamento. Num restaurante não ficaria legal eu levantar a voz para agradecer o pão de cada dia. Mas eu oro, de olho aberto, em pensamento. Isso é um costume meu. Também não condeno quem quiser fazer um mini-culto num restaurante antes de comer. Vai de cada um.

Mas o engraçado é que a supertição influencia o comportamento das pessoas. Não passar embaixo de escadas, gato preto dá azar, ao ouvir algo ruim bater três vezes na madeira, etc. Para nós, cristãos, isso não tem nada a ver com a realidade, nem com a Bíblia. Mas para os supersticiosos isso já deu livramento, cria um bem estar, já livrou do azar, e contam inúmeros testemunhos. Ou seja, tem muito a ver para eles! Basta ouvir estas pessoas. Quando se adota uma supertição, dificilmente a pessoa se liberta. Isso porque ouviu alguém ensinar como agir para "dar sorte" e se livrar do azar. Isso recheado de "causos" e contos de sorte.

Os crentes supersticiosos, que pregam usos e costumes, testemunham de uma forma muito semelhante. Com a mente entupida de credos, dogmas, acreditam que se usarem um determinado tipo de roupa, mesmo decente, receberão a reprovação imediata do Senhor, por ser "roupas do mundo", de incrédulos. Um mal estar toma conta do indivíduo, e logo ele "sente" de não usar mais determinados trajes, mesmo decentes, fazendo de sua vestimenta o emblema de sua santificação. Suas roupas longas e compridas tornam-se o referencial do "andar com Deus". Ele sempre irá achar que os outros cristãos, que não se trajam igual a ele, não são cristãos verdadeiros, ou que ainda "precisam se libertar".

O que me deixa estupefato diante destes fatos, é que este "mal estar" quase nunca vem quando se conta uma mentira, quando se toma algo emprestado e não devolve, deve e não paga, não cumpre com a palavra em vários negócios, tornando-se um péssimo testemunho. A pecha de "crente-safado" é uma constante entre os não-evangélicos, e isso deve-se a uma realidade quase nunca admitida por nós. Mas meu Deus do céu, não temos nós uma transformação de vida tão grande, que quando soubemos que alguém se converteu, glorificamos ao Senhor, por seus olhos se abrirem para a verdade?! Não saudamos com a Paz do Senhor os membros de nossas igrejas, por se acreditar ver ali homens e mulheres que conhecem o poder de Deus?! É meu irmão, mas o fato de ser crente, na praça, não significa mais aceitar cheque sem antes fazer umas consultas. E isso não é novidade nem entre nós mesmos! Só sendo muuuuiito conhecido, prá receber um cheque assim, e olhe lá!!!

Para alguns líderes, "não tem nada a ver" armar uma "jogada" pra tirar um irmão obreiro da igreja, que esteja atrapalhando os seus interesses. "Não tem nada a ver" mentir. "Não tem nada a ver" puxar o tapete de outro obreiro, por ciúmes, invejas, divisões, etc. Olha o "Não tem nada a ver" aí... Mas será que essas coisas são pregadas com a mesma frequência que são pregadas as doutrinas de roupas, acessórios, etc...?! Ou não???...

Porque acontecem essas coisas no meio do povo lavado e remido pelo Sangue de Jesus? Falta de doutrina parece não ser, pois muita gente sabe bem o que a igreja permite e não permite! Mas a Bíblia permite ser desonesto? Ser mentiroso? Não ter palavra com outro irmão??? Ou a Palavra de Deus nos ensina a sermos honestos, a falar a verdade cada um para com o seu próximo, a viver o "sim, sim, não, não"?!?! Infelizmente presenciamos casos de obreiros cheios de invejas, ciúmes, fofocas, etc... Não estou aqui generalizando e afirmando que somente as igrejas de doutrinas rígidas tenham pessoas sem caráter. Esse tipo de gente tem em todo lugar! Mas um fato é real: Falta, em algumas igrejas, o ensino do caráter de crente. Ensinar a verdadeira DOUTRINA da Bíblia, que é andar como Cristo andou. Ensinar a amar ao próximo com sinceridade e não somente de palavras. A viver o Evangelho de Cristo, um cristianismo genuíno, um viver "santo" segundo a Palavra de Deus, e não segundo os homens. A não ser crente somente no emocional, no "pula-pula", no "fogo de brasa-viva", supersticioso, acusador, etc. Mas um crente fundamentado na Bíblia, com o pentecoste sim, mas que tenha, acima de tudo, obediência as Sagradas Escrituras.

"Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo

honra-me com os lábios, mas o seu coração, está longe de mim; em vão me

adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. (Marcos 7:1-8)

Denis de Oliveira é pastor-presidente das Assembleias de Deus, Ministério Poder de Deus, RJ

Esse texto em seu contexto original:

http://pastordenis.hd1.com.br/nadaver.htm

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Rei está voltando!

A expectação de muitos dos chamados cristãos (pós-milenaristas) é que entramos entrando numa nova era. Eles acreditam numa era dourada para a Igreja, aqui na Terra, antes que aconteça a Segunda Vinda de Cristo. Este tempo de declínio espiritual e apostasia só pode ser comparado aos dias de Eli, quando a Arca de Deus foi capturada e a glória do Senhor abandonou o povo de Israel. Mas, após o nascimento de Icabode (=Foi-se a minha glória), Samuel se levantou como o novo juiz e profeta do povo judeu. Isto proporcionou um tempo de bênção para Israel, um tempo de esperança e glória. Contudo, ele foi conectado à introdução de um rei (1 Samuel, caps. 8-10). Primeiro, Samuel ungiu Saul (um rei segundo a carne), depois, Davi (um rei segundo o coração de Deus).
Do mesmo modo, nós, os cristãos bíblicos, devemos ficar à espera de uma nova era, de um tempo de grande bênção. Contudo, seria um erro pensar que Israel e a Igreja serão abençoados, ao mesmo tempo, aqui na Terra. É importante verificar que uma bênção final vai depender da volta de Cristo à Terra. A cena profética exige a volta do Rei, o Messias dos judeus (a qual será precedida pela vinda do Anticristo, um rei segundo a carne). Após a rejeição divina a Saul, Davi entrou em cena para governar como Rei de Israel, em esplendor e majestade. Do mesmo modo, Cristo voltará para estabelecer o Reino Milenar sobre o Seu povo e sobre todos os povos da Terra. Só então, a glória do Senhor encherá a Terra inteira. A Igreja é o corpo de Cristo, a Noiva
de Cristo, não a Nova Israel; e o futuro de ambas será bem diferente.
Por isso, é um erro espiritualizar as promessas proféticas feita a Israel, atribuindo-as exclusivamente à Igreja [conforme tantos dominionistas têm feito]. Quando pensamos no Reino de Cristo, agora, devemos aplicá-lo no sentido espiritual do Seu domínio nos corações dos que Nele crêem. Embora seja amplamente verdadeiro, o Reino de Cristo consiste numa aplicação
espiritual, não numa aplicação direta e literal da palavra profética. O reino de Deus e de Cristo têm o mistério de um caráter escondido, na presente dispensação (Mateus 13), porque o próprio Rei está escondido no céu (Colossenses 3:3). Ele reina de modo misterioso. Ele exerce autoridade sobre os Seus discípulos, através de Sua Palavra e do Espírito Santo. Os crentes verdadeiros O reconhecem como o Cabeça e o Senhor.
Quando do Seu aparecimento em glória, o Seu retorno pessoal do céu será muito diferente. Então, Ele reinará direta e publicamente, conforme o Salmo 101:8: “...destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniqüidade”. Isto poderia ser chamado uma Cristocracia; porém, a condição sine-qua-non para esta será o retorno visível do Rei. Como poderia este tempo de bênção ser realizado sem o Seu retorno, sem a Sua presença física? Isto seria impossível, conforme as Escrituras.
O Rei da Paz - Do mesmo modo, a expectação do Reino Milenar de Cristo pouco tem a ver com as fábulas judaicas sobre este assunto. O que acontece ali é uma interpretação diferente da Escritura, mormente quando se trata dos profetas do Velho Testamento. Devemos admitir que existem também formas errôneas de Milenarismo (como os movimentos revolucionários que tentam estabelecer o chamado “Reino Aqui e Agora”). Porém, o que o pré-Milenarismo apóia na base da Escritura nada tem a ver com os vários sonhos deste tempo, embora reconheçamos que a Terra vai chegar a um tempo de bênçãos ainda ignoradas. Podemos esperar um futuro repleto de bênçãos:

A) - Para o povo de Deus na Terra, a nação de Israel (o convertido Israel de Deus, conforme Gálatas 6:16). Todas as tribos serão reunidas sob a autoridade de um Rei (Ezequiel 37).

B) - Para a Igreja, a qual tem uma origem e destino celestiais, devendo reinar com Cristo, quando Ele vier do céu, durante o Seu Reino de Paz. Ela é a Nova Jerusalém, a capital celestial do reino vindouro, a qual vai reunir o céu e a Terra, numa espécie de “Escada de Jacó” (Apocalipse 21). O Dia Está Próximo - Outra objeção ao pós e ao Amilenarismo é que estes negam a volta do Senhor. Eles negam o pensamento do retorno iminente de Cristo, conforme é expresso no Novo Testamento. Em Romanos 13:11-14:

“E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”.

O mundo tem rejeitado o Senhor Jesus Cristo como a verdadeira luz, mas a aurora está quase raiando. E o tempo se aproxima: “A noite é passada, e o dia é chegado”. Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas”. (Malaquias 4:2). Antes disso, porém, Ele virá como a Estrela Brilhante para a sua Igreja. Ele nos arrebatará e nos introduzirá na Casa do Pai, onde estão preparadas muitas moradas para nós. [Precisamos melhorar o nosso conhecimento neste assunto, lendo as seguintes passagens bíblicas]: João 14:1-3; 1 Coríntios 15:51-52; 1 Tessalonicenses 1:10; 4:15-18; 5:1-10; Tito 2:13; Hebreus 9:28; Tiago 5:8; 1 Pedro 1:5 e seguintes; e 2 Pedro 1:16 e seguintes; 3:3 e seguintes; 1 João 3:3; Apocalipse 2:25,28; 3:11; 22:7, 12, 20). Não deixem de ler estas passagens.
A Igreja obediente à Palavra de Deus [do tipo Filadélfia] ”será guardada da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.” (Apocalipse 3:10). As bênçãos espirituais serão as da Igreja aparecendo com Cristo em glória, a fim de julgar as nações e estabelecer o Seu Reino Milenar, (Apocalipse caps. 19-20).
A expectação do iminente retorno de Cristo para arrebatar a Sua Noiva, a Igreja, é típico do Novo Testamento. Ele não virá para julgar a Noiva, mas como Salvador de quem Lhe pertence. Infelizmente, esta "bendita esperança” foi perdida desde os primeiros séculos, quando o Cristianismo se tornou uma religião estatal e a igreja estabelecida (ICAR) se transformou num poder religioso sobre a Terra. Ela passou a se comportar conforme o mau servo de Mateus 24:48-51:

“Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes”. [Convém ler ainda Apocalipse 18, o capítulo que fala da queda da Grande Babilônia].

O Sinais Dos Tempos

No tempo de Agostinho de Hipona e de outros líderes dominionistas, teve início a espiritualização da palavra profética [pela ambição do domínio mundial] e a indébita apropriação das promessas
e privilégios exclusivos a Israel [para a segunda dispensação judaica]. Eles passaram a chamar a igreja de “O Novo Israel de Deus” [usando uma errônea interpretação de Gálatas 6:16]. Desse modo, a bendita esperança celestial desapareceu para dar lugar à Era das Trevas, na história da Igreja. Podemos compará-la à viagem de Paulo para Roma, conforme Atos 27, quando os homens não deram atenção às admoestações de Paulo (ou seja, à Palavra de Deus). Foi quando o navio (neste caso, a Igreja) entrou numa tempestade e ficou à deriva no mar (verso 15), “já muitos dias, sem sol e sem estrelas” (verso 20).
Somente se atentarmos diligentemente na mensagem dos apóstolos do Novo Testamento é que haverá esperança de salvação. [Reconhecendo nossos pecados e nos humilhando diante do Senhor, podemos nos reavivar para o desejo de servi-Lo e de ganhar muitas almas perdidas no turbilhão do engodo doutrinário].

Algumas Perguntas:



* Como poderemos atender ao chamado do Espírito Santo e da Noiva: “Vem, Senhor Jesus!”, se a Sua vinda for esperada somente para daqui a mil anos, conforme os reconstrucionistas/dominionistas afirmam? (Apocalipse 22:17-20).

* Como podemos amar a Sua vinda? (2 Timóteo 4:8).

* Como devemos viver diariamente na bendita esperança do aparecimento do “grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”? (Tito 2:13).

* Como podemos aguardar o Filho de Deus, vindo do céu, para nos livrar da ira vindoura, isto é, da ira de Deus e do Cordeiro, a qual será derramada sobre a toda a Terra? (1 Tessalonicenses 1:10; Apocalipse 6:16-17).

* Como podemos nos preparar para ir ao encontro do Noivo Celestial (Mateus 25:5 e seguintes).

Não é óbvio que a igreja moderna (mais preocupada com a prosperidade material, com profecias, sinais e maravilhas, está cochilando, ocupada com assuntos mundanos, esquecendo de se concentrar na volta do Noivo? São tantos os sinais de que o tempo está próximo! Mesmo assim, os cristãos vivem embalados nos ensinos dos falsos profetas e mestres. [Uma cristã bíblica sentou-se ao lado de uma jovem, num ônibus, e me contou o seguinte: “Hoje, quando eu vinha para o trabalho, lembrei-me de ti. Estava no micro, vinha uma moça sentada no outro corredor, falando ao celular com uma colega sobre temas de um curso que estavam fazendo. Como ela falava muito alto, não tinha como não escutar. Mas o tema interessante foi no final da conversa. Ela disse para a colega. – “Tu não podes faltar à igreja, hoje e amanhã. Quando ela falou em igreja, meus ouvidos ficaram atentos. E ela continuou: - O ‘apóstolo’ convocou um ato profético durante esta semana. Não vamos nem ter casa de oração; é tudo na igreja. Como ele vai ficar um mês nos Estados Unidos, convocou este ato para ficarmos fortalecidos e protegidos durante este tempo”. (Grifo da tradutora). Os Falsos profetas continuam espalhando suas falsas doutrinas]. Vejamos alguns fatos demonstrando que o tempo se aproxima, enquanto os cristãos continuam adormecidos sob o fascínio dos falsos apóstolos/profetas:

1. - A volta de Israel à sua terra (1948) e a ascensão de outras nações, no Oriente Médio, demonstrando que a figueira (Israel) floresceu e que outras árvores estão frutificando. (Lucas 21:29 e seguintes).

2. - A unificação da Europa (União Européia), restaurando o antigo Império Romano (Daniel 2 & 7; Apocalipse 13 e 17).

3. - O declínio espiritual da Cristandade, por causa da descrença na Bíblia, da chamada Alta Crítica e da imoralidade que tem campeado no mundo ocidental. (2 Tessalonicenses 2; 2 Timóteo 3; 2 Pedro 2 & 3; 1 João 2; Judas; Apocalipse).

4. - O número crescente de terremotos, guerras e inundações, no mundo inteiro (Lucas 21).

Outros temas proféticos - Ainda existem outros assuntos proféticos a serem tratados, como a chuva serôdia (no futuro tempo de bênção) e a figura do Anticristo, nos quais não temos tempo de entrar agora, detalhadamente.
A chuva serôdia se destina a Israel e às nações, na segunda dispensação judaica, exatamente como aconteceu na primeira chuva serôdia, quando houve o derramamento do Espírito, conforme o Livro de Atos, tendo a ver com a origem da igreja cristã, conforme Oséias 6:3; Joel 2:23 e Zacarias 10:1. Mas o tempo vindouro de bênção a Israel e às nações está absolutamente
condicionado à volta do Rei dos reis e Senhor do senhores (1 Timóteo 6:15; Apocalipse 19:16). Ele é o Príncipe da Paz, o Filho de Davi (conforme a 2 Samuel 23:3-4. “Ele descerá como chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra”. Assim será a vinda do Messias, o Príncipe, a qual virá junto com a glória de Deus se revelando em toda a Terra.
Com referência ao Anticristo, a 1 João 2:18 e seguintes deixam claro que tem havido muitos precursores dele, através dos anos. Ele vai aparecer no final dos tempos, quando os cristãos habitados pelo Espírito Santo forem retirados da Terra... As ações do iníquo, “a quem o Senhor desfará com o sopro de sua boca”, chegarão ao fim, “quando se manifestar o Senhor Jesus, desde o céu, com os anjos do seu poder” (2 Tessalonicenses 2:8; 1:7 e Apocalipse 19:15-20). Então, precisamos nos unir ao apelo do Espírito e da Noiva, clamando: “Ora, vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).

Texto embasado no artigo de Hugo Bouter - “The King is Coming”. Traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 26/06/2010.

www.maryschultze.com
(texto recebido por e-mail)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

MARCAS DOS BESTAS!

ESSA É A MARCA DA BESTA...


E ESSA A MARCA DOS BESTAS!





domingo, 27 de junho de 2010

"BOM DIA ESPÍRITO SANTO", de Benny Hinn


Vamos presumir a familiarização dos leitores com Benny Hinn e com a linha doutrinária exposta em seus livros, a qual está plenamente inserida dentro do movimento carismático contemporâneo. Tendo já escrito, anteriormente, Bom Dia, Espírito Santo (Bompastor Editora, 1993), temos agora mais um trabalho dentro do mesmo tema e já o anúncio de que haverá uma próxima obra sobreOs Dons do Espírito Santo, a ser publicada logo a seguir (p. 348, do livro resenhado, Nota 10). À semelhança de seus trabalhos prévios, além de algumas exposições bíblicas, o livro é extensamente autobiográfico. Ele contém detalhados relatos pessoais sobre a sua infância, em Israel (p. 73), sobre a influência recebida de seus familiares (pp. 74-76), sobre a sua conversão e momentos difíceis vividos após ela (pp. e 83), e sobre a sua numericamente bem-sucedida carreira, no campo do evangelicalismo moderno. Esta carreira culmina com a fundação do Centro Cristão de Orlando (Orlando Christian Center), uma igreja interdenominacional com mais de sete mil membros registrados (p. 154). Esta linha autobiográfica torna a obra interessante à leitura, e serve de veículo para a canalização das inúmeras experiências extraordinárias relatadas pelo autor, que já fazem parte ordinária de sua vida: por exemplo, ele registra sua conversão em 1972, quando deveria ter entre 20 a 21 anos de idade (P . 21), mas já aos 11 anos teria tido uma "visão do Senhor Jesus," (p. 19) na qual pode observar "as marcas dos pregos em suas mãos" (p.20); . Possivelmente, encontraríamos também, neste aspecto íntimo e pessoal do livro, aliado à fácil linguagem e desenvoltura na narrativa, a explicação pela popularidade e ampla aceitação das suas obras. Também a exemplo dos livros anteriores, Benny Hinn relata vários diálogos com Deus, com o Espírito Santo, e revelações diretas recebidas dele (exemplos: p. 122 - onde o nome do seu primeiro filho foi revelado, anos antes dele nascer; ou a revelação sobre a sua segunda filha, que "seria uma grande guerreira de oração", na p. 123). Ficamos intrigados com estes relatos: será apenas uma forma hiperbólica de expressão? Será simplesmente uma maneira retórica de registrar a comunhão normal que os crentes mantêm com o Espírito Santo, como aquele que habita em cada um dos preciosos redimidos de Cristo? Será que um crente comum, não iniciado nesta casta super-espiritual, não expressaria as mesmas situações vividas, dizendo o seguinte: "fiquei pensando no assunto, pedindo a orientação de Deus em oração e saí com a convicção de que este deveria ser o curso d e ação seguido; ou de que este ou aquele nome honraria a Deus na minha criança; ou ainda, de que deveria aplicar todos os meus esforços, sob a orientação de Deus, para que a minha filha fosse consagrada e uma bênção em sua vida..." Mas não, a forma como Benny Hinn coloca as coisas, transmite a idéia de que ele vive sua vida em um estágio perene de revelação. O extraordinário e o incomum já fazem parte do seu cotidiano. Por exemplo: falando sobre o evangelista inglês Smith-Wigglesworth, famoso por sua atuação no campo da cura e influente na família de sua esposa, ele registra, sem o mínimo grau de questionamento ou cautela, a declaração que "19 pessoas ressuscitaram dos mortos através do ministério dele" (p.117). Podemos tirar, entretanto, uma conclusão dos seus relatos destas interações com o Espírito Santo: Estes diálogos revelacionais, supostamente mantidos, nãoconstituem garantia de certeza quanto aos passos revelados. Como exemplo disso, temos o registro de seus planos para a fundação de uma igreja. Diz ele que já sabia "que Deus queria que eu começasse uma igreja", e que "também sentia que sabia exatamente onde ela deveria ser: Phoenix, Arizona" (p. 149). Esperar-se-ia que uma revelação tão precisa, advinda da parte de Deus, estaria acima de qualquer reversão posterior. Ocorre que existiram várias "revelações" subsequentes, dadas a amigos colaboradores seus, à sua esposa, e até a um homem a quem ele não conhecia, e que lhe disse: "O Espírito Santo está me dizendo que você deve iniciar uma igreja em Orlando..." (p. 150). Estas "revelaçõ es" adicionais (se bem que contraditórias à primeira) o levaram a "ouvir" do Espírito Santo: "Benny, você deve iniciar uma igreja em Orlando" (p. 151). Qual a nossa conclusão? Que a primeira "revelação" era errônea, mas a segunda verdadeira? Qual o crivo a que devemos submeter as revelações de Benny Hinn, para saber se vêm do Espírito? Temos que aceitar tácita e tranqüilamente estas "revelações" que supostamente advêm do Espírito e que nos são apresentadas como normativas em nossas vidas, quando ele próprio registra a contradição (mas não dá sinais de admitir o exagero retórico de suas colocações)? Temos de responder pelo menos com três sonoros nãos. Não devemos deixar que sejamos manipulados por qualquer um que venha supostamente trazendo a palavra autoritária do Espírito, transcendendo e sobrepondo-se à verdadeira revelação que nos foi dada nas Escrituras Sagradas. Não devemos deixar que experiências pessoais, intangíveis e inverificáveis, nos sejam impingidas como norm ativas em nossas vidas. Não devemos deixar de exercitar a cautela dos Bereanos. Este aspecto contraditório do seu ministério, está presente em outras partes do livro. Ele informa que foi dirigido especificamente pelo Senhor para jogar o paletó em cima das pessoas, para que recebessem a unção do espírito (p. 325), mas hoje já não faz mais isso, porque as pessoas passaram a vir "às cruzadas,esperando ver-me tirando o casaco e usando-o como um meio de trazer a unção" (p. 327); ele defende "o riso santo" e descreve como isto ocorreu pela primeira vez, em uma de suas reuniões, em Portugal (p. 329), mas adverte que "quando as pessoas começam a buscar a manifestação ao invés do Mestre, a presença de Deus se retira" (p. 330). Nestas colocações ele aparece no mínimo indiferente ao fato de que o seu ministério é basicamente mais propagador das manifestações do que do próprio Mestre, e que ele é o respons ável por incontáveis imitações desuas manifestações. Indagamos ainda: se o Espírito supostamente lhe direcionou a que passasse a jogar o paletó, porque o seu julgamento, de que tal mesura passara a ser inapropriada, iria se sobrepor ao direcionamento anterior do Espírito? Detectamos, no mínimo incoerência com suas próprias premissas. Os melhores pontos do livro, são aqueles em que ele se refere à Palavra e se limita à exposição bíblica sobre a pessoa e obra do Espírito Santo. Encontramos uma boa exposição da personalidade do Espírito (pp. 45 a 60); da sua divindade(pp. 64 a 72) e ele ocupa dois capítulos, se bem que intercalados com notas autobiográficas sem muito relacionamento com o contexto, com uma exposição dos seus nomes e títulos (capítulos 4 e 5 - pp. 97 a 116 e 124 a 145). Na teoria, ele defende até a posição histórica da Igreja, fazendo referência ao Credo Niceno (p.32), e enaltecendo a forma de tratamento à trindade ali encontrada. Mas a impressão deixada é que essas âncoras bíblicas de conhecimento sobre a pessoa do Espírito Santo, não chegam a ser tão fundamentais assim no desenvolvimento de sua teologia e prática. Esta é muito mais construíd a nas suas experiências pessoais e extraordinárias do que na Revelação Bíblica que nos ensina quem o Espírito Santo é e o que faz. O "Como Experimentar a Dinâmica", do subtítulo do livro é, na realidade, extraído dos relatos sobre o que aconteceu com o próprio Benny Hinn e com pessoas que o influenciaram, e não como fruto de uma exposição cuidadosa das prescrições bíblicas. Por exemplo: Numa reunião, ele experimentou o poder do Espírito Santo, descrito como uma "intimidade muito grande com o Senhor, algo maior do que qualquer coisa que eu conhecia, uma experiência que causa impacto na minha vida até hoje" (p. 24). Esta experiência foi precedida por uma ânsia. Esta mesma ânsia é prescrita ao leitor como sendo o passo inicial para que possa ter uma experiência semelhante: "Esta ânsia é muito importante. Na verdade, é a primeira chave para se experimentar a atuação do Espírito Santo..." (p. 25). Hinn não se preocupa se este sentimento ou sensação faz parte das prescrições doutrinárias das Escrituras sobre a pessoa do Espírito Santo e o seu relacionamento com os seus -- a experiência volta a falar mais alto que a Palavra. Em adição, apesar de Benny Hinn registrar o ensinamento bíblico que o Espírito Santo "nunca exalta a si mesmo, mas sempre glorifica e engrandece o Senhor Jesus" (p. 32) o tratamento dado ao assunto parece demonstrar exatamente o oposto. Este grande ponto, que, no nosso entender é a chave para o desenvolvimento de uma pneumatologia bíblica, é intensamente negligenciado e subvertido pelo movimento pentecostal e neo-pentecostal, resultando nas distorções litúrgicas e doutrinárias observadas nesses segmentos. O resgate da Cristologia verdadeira, passa pelo reconhecimento e incorporação prática, das explicações de Jesus sobre a obra do Espírito Santo (João 14 a 16) -- ou seja, a Pneumatologia verdadeira é aquela que é Cristocêntrica. Ocorre que tal reconhecimento tem de ir além de meros registros e da retórica, como o faz Benny Hinn, pois eles se anulam quando as experiências se sobrepõem à Palavra. Apesar da declaração contrária, a observação que temos destes segmentos denominacionais e do livro, como um todo, é que espera-se sempre que o Espírito fale de si mesmo. Para Benny Hinn, as razões motivadoras da Reforma e o grande abismo doutrinário que separa o Catolicismo Romano do Protestantismo Histórico, devem ser meras firulas doutrinárias; simples detalhes insignificantes que não devem se intrometer na interpretação estendida que deve dar ao "ecumenismo interdenominacional" que pratica. Com efeito, ele registra que no início do seu ministério, "um grupo de padres católicos de várias igrejas, patrocinou minhas reuniões no norte do Canadá" (P. 290). Nessa ocasião, foi convidado pela madre superiora de um hospital católico para conduzir um culto, "juntamente com outros três pastores pentecostais e sete sacerdotes católicos" (P. 291). O objetivo daquela visita era a cura, praticada e obtida, naquele hospital. Estas manifestações são classificadas como "avivamento" (P. 295) e nenhuma menção é feita ao ministrar da cura espiritual à alma, providenciada pelo Evangelho Salvador de Cristo, sem intermediários outros que não o próprio Cristo, sem recursos outros que não a própria fé, que é dom de Deus. Na realidade, o ponto alto daquele "avivamento" foi quando um dos padres, sem entender muito bem o que estava fazendo, percorreu os corredores daquele hospital com o braço levantado, aplicando a cura aos enfermos que encontrava, aplicando a "unção" do Espírito. Em conclusão, não podemos deixar de notar a ironia que é o fato da grande influência na vida e ministério de Benny Hinn, com suas peculiaridades doutrinárias tão marcantes, ter tido origem em uma igreja Presbiteriana, sob a égide de um ministério feminino, cuja ênfase era totalmente nas prolongadas sessões de cura. Nas páginas 21 a 29 lemos como a sua presença em uma dessas seções de cura, dirigida por Kathryn Kuhlman, na Primeira Igreja Presbiteriana de Pittsburgh, em 1973, foi o ponto de partida de todo a sua carreira formando as características principais que o identificam até os dias de hoje. Ele próprio fala da semelhança do seu ministério "com o de Kathryn" (p. 335). Obviamente esta reunião ocorreu em um segmento do presbiterianismo que já havia ab-rogado os seus fundamentos confessionais (haviam adotado a herética "Confissão de 1967") e que aber tamente negligenciava os parâmetros doutrinários e litúrgicos da Reforma, abrigando a ordenação feminina. Como no Brasil temos a tendência de imitar retardadamente os trejeitos e modismos eclesiásticos do mundo religioso norte-americano, ignorando até quando os resultados no país de origem se mostram espiritualmente deletérios, será que não poderíamos enxergar aqui um aviso para nos mantermos, como igreja, fora deste curso perigoso?

Autor: Solano Portela
Esse artigo em seu contexto original :
http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1930&menu=7&submenu=4