terça-feira, 22 de junho de 2010
IGREJAS DE FACHADAS

Hoje fui privilegiado com a incumbência de conduzir minha filha a um local para a realização de exames para a preparação do parto da filhinha dela. Privilegiado porque gosto demais de cuidar de meus filhos (mesmo que já sejam adultos) e, também, porque fui presenteado por Deus com uma parábola viva do que acontece em muitas igrejas ditas evangélicas e, particularmente, batistas, de hoje.
O local onde a empresa de exames de ultra-sonografia está instalada, é em um magnífico local da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em um prédio magnífico em aparência e conforto. Acomodações amplas, com acabamentos de excelente qualidade, funcionários perfeitamente uniformizados, educados, belíssimos e confortáveis bancos de espera, etc... Tudo muito lindo e atraente.
Mas, que surpresa! Os exames não estavam sendo entregues no mesmo dia, porque os equipamentos estavam com defeito, não funcionavam. Simples impressoras não funcionavam, pois estavam sem manutenção. Além disso, não havia técnicos para a realização de exames, que eram realizados pelas próprias atendentes.
Ao que parece as pessoas são atraídas àquele local somente por causa da aparência e do marketing. Aquilo tudo é somente uma grande armadilha para atrair incautos e fazer muito dinheiro.
Uma belíssima máquina de fazer dinheiro.
Fiquei a pensar em como as igrejas estão assumindo a mesma tendência.
Há um frenesi em se construir templos maravilhosos, atraentes, confortabilíssimos, espaçosos...
Mas a igreja mesmo, na sua essência, não funciona para realizar a sua função. Pregadores não funcionam ou funcionam mal, porque não pregam a Palavra de Deus ou pregam mal, com adaptações que podemos chamar de verdadeiros “gatilhos”. Professores de Escola Bíblica Dominical também não funcionam. Não levam a sério suas funções, ou ensinam mal em suas classes. A música nem se fala: está cheia de defeitos, completamente fora dos propósitos de uma igreja. A santificação parou de vez. Já foi colocada de lado, virou sucata. Oração é algo que está esquecida dentro de um armário e foi substituída por arremedos de jejum que mais são zombarias de Deus do que manifestações de aflição da alma. O jejum só funciona na parte da manhã, da hora do café até a hora do almoço. O amor fraternal foi substituído pelo assistencialismo incentivado por aqueles que querem assumir uma posição mais confortável financeiramente na sociedade, que serve de trampolim para uma candidatura, ou para a criação de alguma ONG da qual se pretende auferir grandes lucros. E por aí vai.
Mas, e o resultado final? Qual será?
Daquela empresa saem clientes com exames esdrúxulos, que não dizem nada com nada, cheios de defeitos e que acabam expondo pessoas a resultados com prejuízos de saúde incalculável.
Mas as pessoas saem felizes. Foram atendidas em uma clínica de luxo, na Barra da Tijuca, com atendentes de fala mansa e bem uniformizadas. Fizeram suas necessidades em banheiros lindíssimos. Foi um grande momentos em suas vidas. Passou, mas foi bom… É o que talvez saiam pensando.
Das igrejas, qual será?
As pessoas saem extasiadas com as magníficas acomodações. Parecia até que estavam em um cinema ou teatro de luxo. Ouviram palavras que não disseram muita coisa, mas saíram da boca de pessoas que massagearam os seus egos que os fizeram sentir vitoriosos por alguns momentos.
Beberam água em bebedouros de luxo, tomaram cafezinho de graça, deram vazão aos seus sentimentos de euforia…
Mas, e daí? O que ficou para a eternidade?
Ora, não ficou nada. Mas, quem se importa com isso? O que importa é viver o momento...
Estas igrejas irão pagar bem caro com a falência que um dia será decretada por Cristo, quando lhes disser: Estão vomitadas da minha boca.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Criticar pastores? É errado?!
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Uma situação a ser observada e que na maioria das vezes passa por despercebida, é a nomenclatura que os chamados “pastores” querem utilizar sobre as ovelhas para preenchimento de seu ego, qual seja, serem chamados de “LÍDERES”…Em relato algum das Sagradas Escrituras, em especial através da nova Aliança que Jesus cumpriu na cruz do Calvário, em o Novo Testamento que, em síntese, é o espelho da igreja atual, jamais encontramos um só versículo que designa tal terminologia, “LÍDER”…
Por relatos das Sagradas Escrituras, deparamos como nosso irmão Pedro em sua primeira epístola, capítulo 5, versículos de 1 a 4, onde em humildade, dá os desígnios do “verdadeiro homem de Deus”:
“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.
Portanto, um verdadeiro pastor, apascenta, cuida, ama, dá exemplo…
... um verdadeiro líder, chefia, tem dominação baseada no prestígio pessoal.
Pois bem, aos pastores (presbíteros, bispos), se estes errarem, não há impedimento algum por vontade divina, que não devemos apontar os erros, antes pelo contrário, “aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” [1Timóteo 5.20];
E, é neste sentido que Paulo repreende a Pedro na presença de todos [Gálatas 2.11-14].
Todos têm o conhecimento que a critica ensina a melhorar uma pessoa, a refletir quanto aos atos, ações, porquanto, aquele que não aceita critica não é apto a conduzir o rebanho do Senhor!
Em outro sentido, a linguagem que muitos pastores transmitem é a do medo!
Sem nos esquecer da tão famosa afirmação: pastores são “ungidos do Senhor”... e por que seus defensores dizem que só Deus poderá julgá-los?
Esses homens (que alguns numa insanidade bíblica os chamam de “ungidos de Deus”) estão acima da lei de Deus?
É urgente e primordial um “basta” e parar com essa atitude de achar que homens que pregam o evangelho são melhores que os outros!
Todos somos seres humanos e sujeitos a erros e acertos;ser pastor não coloca ninguém acima do bem ou do mal.
Muitos, mas muitos, não têm capacidade de ter autoridade pela verdade do que dizem e vivem, então empurram certa “autoridade” garganta abaixo de seus discípulos em forma de ameaças usando pretextos bíblicos sem sentido, pois que, a verdadeira “autoridade” somente é a Jesus!
Nada pode calar a voz da justiça, porque “nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto.” [Marcos 4.22].
Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Apascentando ovelhas ou entretendo bodes?

Pr. Charles Haddon Spurgeon
Apascentando Ovelhas ou Entretendo Bodes?
Um mal está no declarado campo do Senhor, tão grosseiro em seu descaramento, que até o mais míope dificilmente deixaria de notá-lo durante os últimos anos. Ele se tem desenvolvido em um ritmo anormal, mesmo para o mal. Ele tem agido como fermento até que toda a massa levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso quanto sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las.
Da pregação em alta voz, como faziam os Puritanos, a Igreja gradualmente baixou o tom de seu testemunho, e então tolerou e desculpou as frivolidades da época. Em seguida ela as tolerou dentro de suas fronteiras. Agora as adotou sob o argumento de atingir as massas.
Meu primeiro argumento é que prover entretenimento para as pessoas não está dito em parte nenhuma das Escrituras como sendo uma função da Igreja. Se este é um trabalho Cristão, porque Cristo não falou dele? "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15). Isto está suficientemente claro. Assim teria sido se Ele tivesse adicionado "e proporcionem divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho." Nenhuma destas palavras, contudo, são encontradas. Não parecem ter-lhe ocorrido.
Então novamente, "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores... para a obra do ministério" (Efésios 4:11-12). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia no que diz respeito a eles. Foram os profetas perseguidos porque divertiram o povo ou porque o rejeitaram? Em concerto musical não há lista de mártires.
Além disto, prover divertimento está em direto antagonismo com o ensino e a vida de Cristo e de todos os seus apóstolos. Qual foi a atitude da Igreja quanto ao mundo? "Vós sois o sal" (Mateus 5:13), não o doce açucarado - algo que o mundo irá cuspir e não engolir. Curta e severa foi a expressão: "deixa os mortos sepultar os seus mortos." (Mateus 8:22) Ele foi de uma tremenda seriedade.
Se Cristo introduzisse mais brilho e elementos agradáveis em Sua missão, ele teria sido mais popular quando O abandonaram por causa da natureza inquiridora de Seus ensinos. Eu não O ouvi dizer: "Corra atrás destas pessoas, Pedro, e diga-lhes que nós teremos um estilo diferente de culto amanhã, um pouco mais curto e atraente, com pouca pregação. Nós teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que certamente se agradarão. Seja rápido Pedro, nós devemos ganhar estas pessoas de qualquer forma." Jesus se compadeceu dos pecadores, suspirou e chorou por eles, mas nunca procurou entretê-los.
Em vão serão examinadas as Epístolas para se encontrar qualquer traço deste evangelho de entretenimento! A mensagem delas é: "Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!" É patente a ausência de qualquer coisa que se aproxime de uma brincadeira. Eles tinham ilimitada confiança no evangelho e não empregavam outra arma.
Após Pedro e João terem sido presos por pregar o evangelho, a Igreja teve uma reunião de oração, mas eles não oraram: "Senhor conceda aos teus servos que através de um uso inteligente e perspicaz de inocente recreação possamos mostrar a estas pessoas quão felizes nós somos." Se não cessaram de pregar a Cristo, não tiveram tempo para arranjar entretenimentos. Dispersos pela perseguição, foram por todos lugares pregando o evangelho. Eles colocaram o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:6). Esta é a única diferença! Senhor, limpe a Igreja de toda podridão e refugo que o diabo lhe tem imposto, e traga-nos de volta aos métodos apostólicos.
Finalmente, a missão de entretenimento falha em realizar os fins desejados. Ela produz destruição entre os novos convertidos. Permita que os negligentes e escarnecedores, que agradecem a Deus pela Igreja os terem encontrado no meio do caminho, falem e testifiquem. Permita que os oprimidos que encontraram paz através de um concerto musical não silenciem! Permita que o bêbado para quem o entretenimento dramático foi um elo no processo de conversão, se levante! Ninguém irá responder. A missão de entretenimento não produz convertidos. A necessidade imediata para o ministério dos dias de hoje é crer na sabedoria combinada à verdadeira espiritualidade, uma brotando da outra como os frutos da raiz. A necessidade é de doutrina bíblica, de tal forma entendida e sentida, que coloque os homens em fogo.
Esse texto em seu contexto original: http://www.luz.eti.br/spurgeon_feeding_pt.html
CAÇADORES DE HERESIAS

Algumas pessoas têm idéias muito confusas sobre a caça de heresias e sobre a liberdade cristã.
Se um homem avançar e procurar propagar ensinos que eu considero muito injuriosos- insultantes, se é que não os considere totalmente destruidores, e eu retornar este ataque atacando tais ensinos com vigor, tal vigor que ele se sinta incapaz de resistir a respeito dos méritos da questão [ante a Bíblia tomada literalmente, dentro do contexto de cada texto], é comum que a ele e seus amigos só reste o truque de gritarem, "Caçador de Heresias! Caçador de Heresias!"
Se os muitos de nós forem espionar noite e dia as palavras de algum homem para encontrar algo errado, do mesmo modo como alguns cães de caça, trancados em um quintal, ficam desesperadamente latindo toda a noite até mesmo contra insetos ou inimigos imaginários... nós poderíamos ser justamente acusados de loucos "Caçadores de Heresias"; mas se aqueles cães de caça têm visto uma raposa sair da galinheiro de algum homem, ninguém objetaria se eles derem o alarme e saírem em perseguição do sanguinário animal. A raposa pôde gritar com todos seus pulmões alegando ter liberdade pessoal, e dizer, "eu tenho todo direito de ter uma galinha para jantar e você não tem nenhum direito de me denunciar tão escandalosamente, muito menos de me perseguir," não obstante, o julgamento comum da humanidade diria que isso, perseguir a raposa, afastando-a, seria um ato reto e louvável, enquanto o ato da raposa matar as galinhas é nocivo.
Longe, no Oeste, há caçadores de ursos. Eles vão rastejando furtivamente ao redor entre os montes e as rochas, tentando surpreenderem um urso e prevalecerem sobre ele. Nisto, esses caçadores são como reais "Caçadores de Heresias". Mas se um homem estiver andando ao longo da estrada pública, e encontrar-se com um urso em pé sobre suas patas traseiras, tentando despedaçá-lo com suas patas dianteiras, é certo que haverá uma luta ou uma corrida a pé; e se o homem lutar contra o urso, ninguém poderia, por causa disto, chamá-lo de um caçador de ursos. O urso pode dizer, "eu sou livre, e tenho tanto direito a essa estrada quanto você tem, e tenho o direito de matá-lo", e o homem poderia responder, "eu também sou livre e tenho tanto direito a esta estrada quanto você tem, e tenho direito de resistir e não me deixar ser morto".
E se o homem dissesse também, "Você está procurando me abraçar, e você abraça todos que você pode, assim eu passarei uma bala através de você", o cidadão médio diria que o homem estava no seu direito. Assim, se uma heresia não quiser ser recebida a balas, deve manter-se bem escondidinha, e não sair de onde deveria ficar, e vir para fora, para a estrada pública, a fim de atacar todos que nela passam"
"Tolerância é uma virtude para aqueles que não têm nenhuma convicção." - Anônimo


